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Alexandra Ereiro. Foto: Felipe Simões

– Oi amigos, essa semana fui destaque em matéria no site romanews.com.br, logo abaixo voce confere a notícia na íntegra.

Única paraense no Circuito Nacional, atleta desbrava os mares em competições de bodyboard pelo Brasil

A primeira etapa do Circuito Nacional de bodyboard, está marcado para acontecer entre os dias 06 e 19 de junho, na praia de Itacoatiara, em Niterói, no Rio de Janeiro. A paraense Alexandra Ereiro é a única representante do estado na competição.

Alexandra e mais 49 atletas disputam o prêmio de R$ 9.500,00 , na categoria profissional feminina, além de acumular pontos decisivos para a conquista do título, ao final do torneiro. Ocupando o 21º lugar no ranking da competição, em 2018, a paraense é a única representante do estado, a pelo menos 12 anos, nas competições de bodyboard pelo Brasil.

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“Sou atleta desde 2006, tenho excelente colocação. Comecei na categoria iniciante e fui subindo, e há quatro anos estou na categoria profissional. Sou a única atleta que leva a bandeira do Pará na modalidade do bodyboard, acredito que a única na história” afirma.

Apesar das dificuldades para treinar, Alexandra acumula importantes títulos na modalidade. Em seu primeiro ano como profissional, ela ficou em 5° lugar no Circuito Niteroiense, 4º lugar no Circuito Catarinense, e em 2016 foi campeã Paulista bodyboard attack.

Ela conta que faz o possível para estar todos os anos nas competições e que levar a bandeira do Pará sozinha, além de ser uma grande responsabilidade, é também um estimulante para a carreira.

“A responsabilidade é bem grande, pois nunca tive uma equipe do estado junto comigo nesses circuitos e o circuito brasileiro é muito importante. Representar o meu estado sempre foi uma honra. Mesmo com dificuldades para treinar no mar, eu ainda supero. Dou o meu melhor. Faço academia pra ter explosão, treino em Salinas um fim de semana por mês, e a partir de agosto vou com frequência para Mosqueiro, treinar nas praias do Marahu e  Farol. Além disso, toda  vez que viajo para competir, vou alguns dias antes para treinar no local do campeonato”, revela a bodyboarding que já esteve na 17ª posição no ranking mundial da modalidade.

Alexandra além de atleta, também estuda educação física e é mãe da Moanna (10) e do Zyah (5). Ela conta que por causa da vida profissional agitada, conciliar a maternidade e o bodyboard, por vezes parece bem difícil, mas não impossível.

“Me ausentar dos meus filhos é complicado pra mim, mas faz parte da vida de atleta.  Eles sabem que é minha profissão,  sabem o quanto o bodyboard significa pra mim e hoje eles entendem com mais facilidade, até porque estou incentivando bastante a modalidade nas escolas de Belém, através de um projeto que ajudo a desenvolver”.

Projeto Bodyboard Pará  

Há cerca de quatro anos, Alexandra e a professora de educação física e também praticante de bodyboard,  Jane Cunha Marçal, desenvolvem o projeto Bodyboard Pará. O projeto tem como objetivo divulgar a modalidade do esporte no estado, através de incentivos a prática entre os jovens.

“O projeta já existe há 4 anos, e eu treino os meninos da comunidade do Guarani, que fica no final do maçarico em Salinas. Mas temos vários alunos, e entre eles três que já estão se dirigindo a competir o Circuito Brasileiro” disse Alexandra.

Surf x Bodyboard

Apesar de ambos os esportes serem modalidades radicais, onde o mar é o cenário para manobras, equilíbrio e muita preparação física, o Surf e o Bodyboard tem diferenças.

Na prática do surf, o atleta tem o objetivo de fazer manobras com maiores grau de dificuldade, ao acompanhar o movimento de uma onda, em pé na prancha. Já no bodyboard, o atleta deve descer a onda deitado ou de joelhos, em cima da prancha.

Circuito Nacional de Bodyboard 

O Circuito Nacional de Bodyboard é uma competição anual,  dividida em cinco etapas, realizadas em diferentes meses. Em cada etapa da competição, o atleta acumula pontos para avançar a colocação no ranking, e conquistar uma vaga no circuito mundial.

“O circuito brasileiro, passou três anos sem um campeonato e voltou em 2017, e foi a minha primeira vez na Profissional, ficando em 13º no ranking. Em 2018 , fiquei em 21°” ,  disse a paraense.

A primeira etapa do circuito nacional, deste ano, acontece em paralelo ao Circuito Mundial, que também será em Itacoatiara, em junho. A praia recebe o torneio anualmente por conta das suas grandes ondas, que desafiam surfistas do mundo inteiro.

Por Adrielle Brito, com supervisão de Ronaldo Gilett.

Fonte romanews.com.br